quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Amor demonstrado no sexo

A beleza da madrugada
Sempre revela-se aos ébrios
Enquanto os moribundos

Bebem o amor traído
Ou por outro vencido
Alguém disparou um coração


E na volúpia do sexo
No frenesí dos corpos
A lascivia os devora
Traidor, vadio, safado
Ordinário, majestoso, delicado
Violento, sádico ou perverso


Os corpos ébrios de prazeres
Lubricidade comemorada
Em duas taças congeladas
Com vinhos espulmantes
Revela o climax dos amantes
E os corpos trêmulos no êxtase


Sem pecado e sem juízo
Somente delirante de amor
Na realização desejo
Exausto no paraíso

Marcos França

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